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Discurso da Cônsul Geral da China no Recife, Sra. Yan Yuqing, no seminário de Como Fazer Negócios com a China
2020/11/05

Discurso da Cônsul Geral da China no Recife, Sra. Yan Yuqing, no seminário de Como Fazer Negócios com a China

 

Caro Sr. Secretário do Trabalho do Governo de Pernambuco, Alberes Lopes

Caro Sr. Gerente Shanghai Office do Câmara Chinesa do Comécio do Brasil, Arthur Guimarães

E caros convidados,

 

Bom dia!

Estou com muita alegria de ser convidada neste seminário virtual realizado pela CCCB e a Secretaria do Trabalho. No contexto da pandemia da COVID-19, é bem apropriado este tema Como fazer negócio com a China. Ao aproveitar esta oportunidade, gostaria de agradecer à Câmara e à Secretaria, em particular, ao Sr. secretário, pelos seus esforços contribuintes à cooperação sino-brasileira.

Como sabemos, a pandemia está causando grande crise econômica para o mundo, da qual nem a China nem o Brasil conseguirem se safar. No entanto, graças ao impulsionamento dos governos centrais e locais e aos esforços dos empresários, estes dois parceiros de estrategia global estão alcançando êxitos, não só no combate contra a pandemia, como também na cooperação eco-comercial.

A China e o Brasil atingiram um brilhante sucesso no comércio agrícola. Nos primeiros 9 meses deste ano, a exportação do produto agrícola brasileiro teve um crescimento de 7,5%, na comparação com o mesmo período, onde a China passou a representar um recode de 36,8%, sendo o maior comprador de açúcar, soja, carne bovina, suína e frango. Aliás, os dois países realizaram certas cooperações frutíferas nas áreas de energia, infraestutura e informática, mesmo durante a pandemia.

Com o apoio da embaixada e do nosso consulado, as empresas chinesas prestam cada vez mais atenção ao nordeste do Brasil, terra fértil em recurso e também amigável com a China. A vontade delas de investimento nunca desacelera perante a coronavírus.

Em setembro, eu participei da cerimômia de assinatura do Complexo Eólico Lagoa do Barro do Piauí, projeto investido pelo Grupo CGN (China General Nuclear Power Group). E no dia 21 deste mês, presentei na cerimômia de assinatura do Aerogerador Offshore no Porto de Pecém do Ceará, investido pelo Mingyang Smart Energy Group. Esses projetos deram um bom início à participação chinesas nas Zonas de Processamento de Exportação no nordeste. Consigo ver a confiança e ambição dos empresários chineses. Para tudo, confiança vale mais que ouro. Acredito que os amigos brasileiros também estão cheios de confidência da colaboração sino-brasileira.

Esta confiança dá origem às cooperações já estabelecidas. Por exemplo, a confiança e amizade entre mim e o secretário Alberto Lopes é construída de cooperação sincera. Por isso, logo que saiba a presença dele, confirmei a minha participação. Porque acredito nele de trazer oportunidade para a gente.

Desde a minha tomada de posse como cônsul-geral naqui, nunca desisto de estreitar comunicação com os governos estaduais, a fim de fortalecer a mútua confiança, de apoiar juntamente a facilitação de comércio livre, de criar ligação para as empresas dos dois países, e também de assegurar condições favoráveis ao comércio. Porque acredito que o suporte do governo é a pedra fundamental do investimento empresarial.

Por isso, quando apresento o nordeste aos investidores chineses, sempre falo que a região possui não só uma localização privilegiado, ricos recursos naturais e mercado promissor, e aqui tem também governos estaduais altamente interessados em cooperação com a China e tem povo amigável com a nação chinesa. Confirmo a eles para tirar preocupações de efetuar investimento aqui. Ao mesmo tempo, ao bater papo com os oficiais, reafirmo seus apoios aos negócios entre os dois lados.

Tenho observando as disputas entre os políticos brasileiros sobre a vacina chinesa e a tecnologia de 5G. Aprecio a posição justa tomada pelos governos nordestinos, incluindo o do Pernambuco, que valorizam imparcialmente a saúde do povo, as regras da economia de mercado e os princípios reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde em caraterística de abertura, transparência e não-discriminação. O apoio de vocês consolida a confiança e determinação dos investimentos chineses no Brasil.

Além disso, estou me esforçando para combinar as conversas governamentais com cooperações comerciais. Notei que a concertação entre os governos providencia uma autoestrada para comércio e investimento. Até o momento, estabeleceram irmanação entre o Pernambuco e Sichuan, o Ceará e Fujian, o Recife e Guangzhou mais Chengdu, além da Fortaleza e Fuzhou mais Dalian. Para muito mais que isso, estou tentando irmanizar mais cidades chinesas com as brasileiras.

Eu pessoalmente e os meus colegas estamos dispostos a continuar ajudando os nossos amigos empresariais a acessar apoio dos governos. Depois da pandemia, gostaria de visitar os estados nordestinos in loco com comissão composta de empresários chineses, para que possamos achar chance de cooperação.

Por causa da COVID-19, muitas atividades comerciais são realizadas virtualmente. Porém, acho que a conversa em nuvem é um bom jeito de aprofundar conhecimentos e de encontrar oportunidades, criando condições oportunas para a colaboração pós pandêmica. Agora é a hora certa.

Estamos dispostos de realizar seminários virtuais com a CCCB ou com outras entidades, debruçando sobre as possibilidades em infraestrutura, neo-energia, comécio agrícola, cidade inteligente e segura, e entre outros.

Aliás, o consulado vai continuar apoioando as empresas do nordeste, incluindo as do Pernambuco, participarem da 3ª Exposição Internacional de Importação da China, realizada em Xangai em novembro que vem. Falando nisso, o meu colega, cônsul comercial, Sr. Shao Weitong, está disposto de apresentar mais informações e assistências para quem interessado à cooperação comercial.

Caros convidados e amigos,

Hoje, a pandemia na China está geralmente em controle, enquanto esse combate no Brasil está ainda encarando desafios. Porém, acreditamos que a vitória está em alcance. No presente, a China está se empenhando em tomar o mercado interno como o esteio, ao mesmo tempo, permitir os mercados interno e externo se impulsionarem mutualmente. Esta nova estrutura de desenvolvimento representa uma grande oportunidade ao Brasil.

Espero sinceramente que a região nordestina possa aproveitar a cooperação com a China, por meio de intercâmbio governamental, de negócio comercial e de comunicação cultural, a fim de iniciar uma nova jornada de colaboração sino-brasileira pós-pandêmica.

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