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Discurso da Cônsul Geral, Sra.Yan Yuqing no Seminário Negócios com a China: Oportunidades 2021
2021/03/10

Caros amigos empresários e assistentes,

    Bom dia.

    É uma alegria correalizar mais um seminário com a CCCB e a Secretaria da Indústria do Ceará, com a presença também do nosso cônsul comercial. É um prazer conhecer mais amigos que possuem visão cooperativa com a China a longo prazo. Desde a pandemia, o mundo tem encontrado mudanças profundas. Este seminário abordará oportunidades de negócios com a China em 2021, ajudando-nos, mesmo perante a pandemia, a esclarecer e agarrar as chances da cooperação ganha-ganha entre a China e o Brasil.

   Em primeiro, gostaria de falar que, enquanto a covid-19 trouxe uma grave queda ao comércio mundial, o negócio entre a China e o Brasil ruma ao crescimento. De acordo com os dados oficiais, em 2020 o fluxo total do comércio bilateral bateu de novo o recorde de 100 bilhões de dólares, que representa um terço do volume total do comércio brasileiro. A China tem sido por 12 anos consecutivos o maior parceiro comercial do Brasil e a sua maior origem de importação. A exportação brasileira para a China ocupa mais de um terço do seu volume total, e ao mesmo tempo o superávit com a China representa cerca de dois terços do superávit do comércio brasileiro ao exterior. Aliás, a China é uma das principais origens de investimento estrangeiro no Brasil e um dos países investidores em escala crescente. A China tem acumulado 80 bilhões de dólares do investimento no Brasil, distribuídos em agricultura, energia, minério, infra-estrutura, informática, manufatura, etc, contribuindo com mais de 40 mil postos direitos de trabalho para o local. Todo esse fato justifica a grande resiliência e potência da cooperação econômica e comercial sino-brasileira.

   O nosso Consulado abraça 8 estados do Nordeste menos a Bahia. Aqui é uma região com localização privilegiada, ricos recursos agrícolas, pescados e minérios. A China tem atribuido grande importância à colaboração pragmática com a região, e já alcançamos certos êxitos na infraestrutura, neo-energia e comércio de produtos agrícolas.

Hoje temos a presença dos representantes do Ceará. Tenho que mencionar que, em Fortaleza, foi instalado pela empresa chinesa, ChinaUnicom, o cabo submarino com extensão de 5800km que é a segunda maior rede que liga a América Latina, à África, Europa, Médio Oriente e Ásia. No ano passado, foi assinado um projeto da energia eólica offshore no Porto de Pecém, investido pela Mingyang Smart Energy. Quando for concluído, o projeto será o pioneiro de energia eólica offshore no Brasil e até na América do Sul. Isso representa uma demonstração na exploração e construção de energia limpa no Brasil.

   Além dos projetos tradicionais, estamos trabalhando com os governos do nordeste na cooperação de neo-infraestrutura, inclusive a construção de cidade inteligente e segura. No entanto, tentamos intensificar ações conjuntas de saúde durante a pandemia, procurar a possibilidade de divulgar a medicina tradicional chinesa no Brasil e a possibilidade de construir um Hospital da Amizade Sino-Brasileira.

   É uma alegria ver que os empresários chineses mostrem cada vez mais um maior interesse ao nordeste e um maior investimento em mais campos da região. Hoje temos a presença do Secretário Geral da Associação Brasileira das Empresas Chinesas e o Vice Presidente da Hexing Electrical Company, que já realizou um projeto bem-sucedido no Brasil, principalmente no Ceará. E também temos mais representantes de empresas chinesas que nos acompanham em áreas de infra-estrutura, energia limpa e finanças. Tudo isso demonstra a confiança do investimento chinês no nordeste.

   O consulado da China está disposto a ajudar a criar comunicação entre diferentes partes a fim de explorar uma potencial cooperação, introduzir mais empresas chinesas no nordeste e apoiar empresários brasileiros a investir na China. Além do mais, aproveitamos divulgações dos mídias para um melhor conhecimento mútuo tanto no mercado como nas políticas.

   Tenho toda a confiança na nossa colaboração bilateral, não só por conta do nosso mesmo interesse, tradição e expectativa, como também pelo novo paradigma do desenvolvimento da China que possa trazer oportunidades para o Brasil.

   Com esforços árduos, a China passou a ser um dos primeiros países que teve a pandemia sob controle, o que resultou numa retomada geral da indústria e economia. Em outubro do ano passado, a China propôs as principais metas do desenvolvimento social e econômico para o 14º Plano Quinquenal e os Objetivos a Longo Prazo até 2035, onde lançou um novo paradigma de desenvolvimento em que a circulação interna é o pilar e a circulação interna e internacional se reforçam mutuamente. A China tem uma enorme população de 1400 milhões, que cria o maior mercado do mundo com atualização mais rápida, que promete um volume de importação acumulado em mais de 22 mil bilhões de dólares na próxima década.

   O novo plano propõe que a China insista ter a inovação na posição central do processo da modernização, que aproveite as oportunidades da nova roda de transformações tecnológicas e industriais e que proteja os direitos de prioridade intelectual com melhoramento das políticas públicas, realizando uma transição do “fabricado na China” para o “iniciado pela China”. Ao mesmo tempo, a China vai ter sua porta cada vez mais aberta e vai se tornar um mercado compartilhado pelo mundo, com abertura de mais alto nível, regras mais transparentes e ambiente mais favorável.

   Sendo o maior país em desenvolvimento no hemisfério respectivo, a China e o Brasil possuem interesses comuns. Ao ser um parceiro estratégico global do Brasil, a China vai continuar perseguindo as ideias de abertura, cooperação, união e benefício recíproco, compartilhando experiências e frutos de desenvolvimento com o Brasil. E vai persistir com o Brasil os valores principais e princípios básicos do multilateralismo, promovendo a construção da Comunidade com Futuro Compartilhado para a Humanidade e realizando prosperidade mútua.

   No futuro, o consulado chinês vai continuar apoiar os vínculos cooperativas entre empresas dos dois países, a fim de explorar o potencial da nossa colaboração.

   Como todos sabem, acabamos de entrar no ano novo chinês de boi. O boi representa a diligência e sorte na tradição chinesa. Espero que possamos trabalhar com essas virtudes ao combater a pandemia e criar um bom futuro.

   Por fim, desejo muito sucesso para este seminário.

   Obrigada.

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